Uma liminar do Tribunal de Justiça deSão Paulo suspendeu a lei municipal que proibiria o uso de copos, pratos etalheres de plástico na capital.

Uma liminar do Tribunal de Justiça deSão Paulo suspendeu a lei municipal que proibiria o uso de copos, pratos etalheres de plástico na capital. A lei entraria em vigor em 1º de janeiro de2021 e o surgimento do Coronavírus fez mudar o cenário em relação à legislação.A ação contra a lei foi proposta pelo o Sindicato da Indústria de MaterialPlástico, Transformação e Reciclagem de Material Plástico do Estado de SãoPaulo (Sindiplast). A lei que proíbe o fornecimento de copos, pratos e talheresde plástico foi sancionada pelo prefeito Bruno Covas. Os itens deixariam de seroferecidos por bares e restaurantes e não estariam mais disponíveis emsupermercados e lojas para uso doméstico.
A proibição neste momento poderia causar problemas até mesmo para o sistema de saúde. Seria caótico imaginar os pacientes servidos com pratos, talheres ou copos que precisam ser lavados em uma situação de pandemia causada por um vírus altamente transmissível. O material plástico soluciona questões fundamentais para a prevenção da COVID-19.

Os produtos descartáveis são menos arriscados, quando a prioridade é evitar o contágio. Um compromisso renovado com a higiene está sustentando as vendas de plásticos descartáveis anteriormente desfavorecidos, como o poliestireno, à medida que os consumidores deixam as prioridades ambientais de lado e se concentram em evitar o Coronavírus.

O aumento dos pedidos de comida em casa (delivery) traz a necessidade do uso de milhares de embalagens descartáveis, copos e talheres de uso único. Seria impossível entregar essa comida com material tanto pela dificuldade de higienização quanto pelo custo.
Para uma indústria de plásticos que está enfrentando uma batalha com tantas proibições, essa suspensão de leis é uma pausa bem-vinda. Houve um aumento da demanda do consumidor por polímeros usados em embalagens e equipamentos médicos.

A natureza altamente infecciosa do Coronavírus levou os governos ao redor do mundo a suspender as proibições. Até algumas semanas atrás, cidades e até estados dos Estados Unidos estavam ocupados proibindo canudos, limitando recipientes de comida e exigindo que os compradores trouxessem sacolas reutilizáveis
Em questão de dias, proibições para reduzir o uso de plásticos únicos foram criticadas. Os governadores de Massachusetts e Illinois proibiram ou passaram a desencorajar fortemente o uso de sacolas reutilizáveis. O Oregon suspendeu sua proibição totalmente e cidades de Washington, a Albuquerque, Bellingham e Novo México, anunciaram uma pausa nas proibições. O Maine adiou a proibição de sacolas plásticas e em todo o estado de Nova York a mesma proibição está suspensa por uma ação judicial. Algumas redes de fast food e varejo, incluindo a Starbucks, proibiram o uso de copos e recipientes reutilizáveis.
Vários governos, como o Tamil Nadu, na Índia, suspenderam a proibição de garrafas e sacolas plásticas de uso único no comércio varejista. O Reino Unido suspendeu a cobrança de sacolas plásticas para entregas, a Escócia adiou a introdução de um esquema de devolução de embalagens.
